Descubra Qual o Tipo de Argamassa Colante Ideal Para Revestir Cada Ambiente

Descubra Qual o Tipo de Argamassa Colante Ideal Para Revestir Cada Ambiente: A argamassa colante industrializada é composta por cimento, areia e aditivos que retêm água e promovem aderência. Quando misturada com água, forma uma massa viscosa, plástica e adesiva, empregada no assentamento de placas cerâmicas de revestimento. Os tipos de argamassa são diferenciados principalmente pela quantidade e tipos de aditivos, e também pelo consumo de cimento. Assim, uma argamassa AC-III tem em sua composição mais aditivos promotores de aderência e retentores de água que uma
AC-I (veja quadro a seguir).

Na hora de escolher a argamassa colante, é importante estar atento a algumas informações essenciais. Primeiro, se o local para aplicação será em uma área externa ou interna. Segundo, se o local está sujeito a grandes variações de temperatura (como saunas ou churrasqueiras. Terceiro, qual é o tipo de revestimento 3D que será utilizado, cerâmica comum ou porcelanato.

“A escolha de qualquer material está ligada diretamente ao local de aplicação e à necessidade do consumidor”, diz Anderson Oliveira, gerente do Programa Setorial da Qualidade de Argamassa Colante e membro do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimentos (Sinaprocim). Vera Fernandes Hachich, gerente técnica da Tesis Engenharia, lembra que argamassas colantes de baixa qualidade acabam gerando maior desperdício na obra. Por isso, é fundamental que elas atendam aos requisitos da norma NBR 14.081:04 – Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas – Requisitos. “Produtos que não estão em conformidade com a norma apresentam desempenho inadequado e uma grande parcela deles acaba sendo substituída, gerando custos e resíduos”, diz.

Sofia Mattos

AC-II

Produto com adesividade que permite absorver os esforços de revestimentos de pisos e paredes internos e externos sujeitos a variações de temperatura e umidade e à ação do vento. São indicadas para revestimento externo de paredes e fachadas, piscinas de água fria, pisos cerâmicos industriais ou de áreas públicas e para pisos cerâmicos ao ar livre.

PhotoHouse/Shutterstock

AC-III

Apresenta aderência superior em relação às argamassas dos tipos AC-I e AC-II. São indicadas para assentamento de porcelanatos e de revestimentos cerâmicos em piscinas de água quente, saunas e churrasqueiras.

Todos os tipos de argamassa podem apresentar também a denominação E (AC-I-E, AC-II-E, AC-III-E). Ela indica que esses produtos apresentam maior tempo em aberto (intervalo entre a aplicação da argamassa na parede e o assentamento das placas cerâmicas), importante para condições de aplicação mais severas em relação à ação do vento.

Fotos: Marcelo Scandaroli

QuaL TIPO DE ARGAMASSA

Para cada aplicação e tipo de revestimento deve-se utilizar um tipo adequado de argamassa colante. Elas são classificadas em:

AC-I Tipo de Argamassa

Argamassa colante industrializada com resistência aos esforços, à umidade e à temperatura típica de revestimentos internos. Podem ser utilizadas no assentamento de pisos e azulejos nas áreas molháveis de uma residência (banheiros, cozinhas e áreas de serviço).

Fotos: Marcelo Scandaroli

RISCOS DE APLICAÇÃO da ARGAMASSA

Para Cláudio Oliveira, gerente de indústria da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), não há riscos técnicos para a aplicação da AC-III em ambientes internos. Em algumas situações específicas, explica, pode-se indicar o uso da AC-III em um ambiente interno onde haja condições mais severas de temperatura e umidade, como saunas, churrasqueiras, estufas ou frigoríficos.

Descubra Qual o Tipo de Argamassa

Ele alerta, entretanto, que os riscos são maiores quando se usa a AC-I em fachadas. “Nesse caso, há um grande risco técnico e de segurança, com impacto nos custos de manutenção da edificação. A argamassa AC-I não deve ser utilizada em fachadas, pois não suporta as tensões a que o revestimento cerâmico estará sujeito”, diz. Para esse caso, Oliveira recomenda a substituição pela AC-II, devido à sua melhor resistência à exposição ao vento e a variações térmicas.